Lula na Índia: cooperação para terras raras, medicamentos e Embraer produzir aviões
A missão do presidente Lula na Índia produziu importantes acordos entre os dois países que fazem parte dos Brics (Brasil, Rússia, índia, China e África do Sul). O primeiro vai garantir independência tecnológica para as duas nações: cooperação no campo de elementos de terras raras e minerais críticos.
O anúncio foi feito no sábado (21), durante agenda de Lula com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi. "Ampliar os investimentos e a cooperação em matéria de energias renováveis e minerais críticos está no cerne do acordo pioneiro que assinamos hoje", disse Lula.
Essa matéria-prima é estratégica no mundo atual, pois é utilizada no desenvolvimento de diversas tecnologias, como como veículos elétricos, smartphones, painéis solares, defesa militar, chips e até motores de aeronaves, que necessitam desse tipo de elemento em sua produção. O Brasil possui a segunda maior reserva desses recursos no mundo, ficando atrás apenas da China.
MEDICAMENTOS
Na saúde, três acordos chamados de “Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo” vão garantir a oferta dos medicamentos pertuzumabe, dasatinibe e nivolumabe, usados no combate ao câncer para pacientes do SUS. O Brasil deverá investir R$ 722 milhões e a projeção é que, em 10 anos, o investimento nacional possa chegar a R$ 10 bilhões para fabricar e ofertar os medicamentos
Além do fornecimento, os acordos têm em perspectiva a internalização da produção, com desenvolvimento tecnológico de laboratórios públicos e privados no Brasil.
EMBRAER
Outro ponto importante da viagem foi para expandir a produção de aviões da Embraer. A empresa estatal brasileira firmou um acordo com a Adani Defence & Aerospace, uma das principais empresas do setor aeroespacial e de defesa da Índia. O objetivo de estabelecer no país asiático uma linha de montagem para o jato regional E175.
Com capacidade para até 88 passageiros, o E175 é considerado um jato ideal para explorar as oportunidades do “oceano azul” da Índia, em especial em mercados hoje pouco explorados, envolvendo cidades de porte médio e pequeno.
com informações da CNN Brasil, Agência Brasil e Revista Fórum