Centrais apoiam acordo trabalhista na Espanha e afirmam que precarização não gera desenvolvimento

Centrais apoiam acordo trabalhista na Espanha e afirmam que precarização não gera desenvolvimento

Geral 06/01/2022

 As principais centrais sindicais do país defenderam nesta quarta-feira (5) a abertura do debate para revogar a reforma trabalhista, aprovada em 2017 no governo de Michel Temer e no esteio do golpe de 2016. 

Manifestação ocorre logo após a presidenta do PT, deputada Gleisi Hoffmann, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sinalizarem apoio às discussões pela retomada dos direitos trabalhistas retirados pela reforma

Em nota assinada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT); Força Sindical; União Geral dos Trabalhadores (UGT); Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB); Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e Central Sindical dos Trabalhadores (CST), a entidades dos trabalhadores elogiam a iniciativa a "contrarreforma" trabalhista que foi acordada entre governo, empresários e sindicatos de trabalhadores na Espanha para revogar a reforma realizada em 2012.

"As mudanças que estão acontecendo na Espanha nos dão a esperança de que por aqui também possamos rever pontos de uma reforma que foi imposta sem um debate social e com um deliberado viés pró capital e antissindical", diz a nota, divulgada pela Folha de S. Paulo.

As centrais afirmam que o movimento espanhol "pode ser uma sinalização que estimule" a reabertura deste debate no Brasil. "Passados quatro anos está claro que os objetivos da reforma trabalhista de Michel Temer (MDB), ampliada e aprofundada por Bolsonaro, revelou-se um desastre para a classe trabalhadora e para a nação", dizem.

Desde a mudança na legislação, o desemprego aumentou, assim como a precarização das relações de trabalho, afirmam as entidades. "Esse já era o quadro antes da pandemia de março de 2020. Após a adoção das medidas necessárias para contenção do coronavírus, a crise se tornou uma verdadeira calamidade".

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