A 27º edição do Grito dos Excluídos pede democracia e impeachment

A 27º edição do Grito dos Excluídos pede democracia e impeachment

Geral 08/09/2021

O Grito dos Excluídos é uma manifestação que ocorre tradicionalmente há 27 anos, no dia 7 de setembro, em defesa de pautas que, na nossa avaliação, não são priorizadas pelo governo federal.

Nesse sentido, a CTB-BA junto com outras entidades que compõem o Comitê Fora Bolsonaro,  foram às ruas junto a cerca de 15 mil pessoas exigindo a saída do presidente Jair Bolsonaro, cobrar direito à saúde pública de qualidade e a valorização do Sistema Único de Saúde (SUS); à moradia, à alimentação, ao trabalho, à liberdade de expressão e à democracia. Desta vez, a questão da defesa da democracia se impôs.

Ocupamos às ruas para denunciar os mandos e desmandos de um governo turbulento e indiferente aos males que tomba sobre o trabalhador e sobre a trabalhadora. Não aguentamos mais tanta maldade, desabafou Rosa de Souza, presidente da CTB-BA.

Motivos para ir às ruas não faltam. Bolsonaro é o pior presidente que o país já teve, e hoje 63% dos brasileiros consideram o seu governo ruim ou péssimo. Sem gestão e sem rumo, o país segue com inflação em alta, recordes de desemprego e com imunização contra a covid-19 em marcha lenta. Até agora apenas pouco mais de 31% da população brasileira obteve a segunda dose da vacina. 

Nunca a defesa da democracia se fez tão necessária e urgente. A resposta da sociedade brasileira ao autoritarismo do presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL) ganha às ruas de todo a Bahia.

Os manifestantes carregavam faixas e cartazes das entidades e partidos que participam do ato, com mensagens relacionadas ao mote do ato e pedindo a saída do presidente Jair Bolsonaro. Durante a caminhada, do Campo Grande à Praça Castro Alves, houve discursos em carro de som reforçando a luta por direitos e contra a desigualdade, além de pedido de reconhecimento da população negra e indígena

 

Ato pró-Bolsonaro

É cada vez menor a fatia da população brasileira que apoia o presidente Jair Bolsonaro. Sua rejeição não para de aumentar, alcançando recordes a cada semana. Sobrou a ele uma minoria ruidosa e raivosa, composta de negacionistas, parte do agronegócio e parte dos evangélicos, mais homens que mulheres. Gente que vibra na frequência dos confrontos, da violência e do xingamento. Um público que despreza o olhar coletivo, o respeito ao outro.