Durante a sabatina do Jornal Nacional, na noite desta quinta (27), o presidente Lula (PT) mostrou que vai ser firme contra a ofensiva da grande mídia e da extrema-direita. O petista não deixou sem respostas questões sensíveis, como as acusações contra o seu filho Fábio Luis e o caso das aposentadorias do INSS.
Lula aproveitou para mostrar o que fez na Presidência e como o seu governo vai implementar políticas para temas como Inteligência Artificial, terras raras e fortalecimento da defesa brasileira. Vamos ver por pontos abordados
FILHO E INSS
Sobre o caso envolvendo o seu filho Fábio Luiz, o presidente afirmou que o papel de presidente é deixar que a PF e os órgãos de Justiça investiguem e garantam o amplo direito de defesa. "Eu não vou fazer como o presidente anterior, que interferiu na PF para enfraquecer investigações", pontuou, em referência ao caso da rachadinha envolvendo Flávio Bolsonaro, quando Jair Bolsonaro disse em uma reunião que não deixaria seu filho 'se ferrar'.
Em relação aos descontos indevidos de aposentados do INSS, Lula lembrou que começaram em 2019 [governo Bolsonaro]. "Sabiam que acontecia esse crime e não investigaram. Foi no nosso governo que o problema foi tratado. Várias pessoas foram investigadas e presas. E o governo devolveu R$ 3,5 bilhões a mais de 4 milhões de segurados", disse.
SEGURANÇA PÚBLICA
O presidente afirmou que vai criar o Ministério da Segurança Pública, após o Congresso Nacional aprovar a PEC sobre o tema. "A nova estrutura vai organizar a atuação dos diferentes níveis de governo no enfrentamento da violência e do crime organizado. Hoje, a PF e os órgãos de Justiça estão conseguindo prender criminosos e asfixiar financeiramente o tráfico. É preciso considerar a cooperação entre os diferentes órgãos responsáveis pela área, evitando ações isoladas entre União, estados e municípios", destacou
CONTAS PÚBLICAS
Questionado sobre o crescimento da dívida pública e a necessidade de mais ajuste fiscal, Lula comparou com os EUA, "que tem dívida pública em 120% do PIB". E afirmou que sua trajetória é marcada pela responsabilidade fiscal. “No país do G20, eu fui o único que fez superávit de primário durante oito anos. Nunca tive problema fiscal nesse país”, declarou. Para Lula, "uma dívida equivalente a cerca de 80% do PIB não deve ser analisada isoladamente, mas considerando a capacidade de crescimento da economia para investir em políticas sociais e de desenvolvimento do País".
EDUCAÇÃO
Indagado sobre problemas ainda existentes na educação, o presidente lembrou que, mesmo não tendo diploma de curso superior, foi quem mais fez universidades e institutos federais na história do Brasil. "Isso e mais programas como ProUni, Fies e outros permitiram que filhos de pobres e negros tivessem acesso às universidades públicas e privadas. Seguiremos investindo mais e criando novos programas para manter os filhos de quem mais precisa estudando para terem um futuro melhor", enfatizou.
NOVAS POLÍTICAS
Ao final, Lula disse que pretende se dedicar a uma nova etapa de desenvolvimento do Brasil, depois de recuperar programas sociais, retomar obras e reconstruir políticas públicas desmontadas pelo governo Bolsonaro. “Eu quero fazer uma revolução tecnológica neste país. Eu quero voltar a fazer com que este país possa disputar com o mundo rico”, declarou.
O projeto passa pelo controle brasileiro sobre recursos estratégicos, desenvolvimento de uma inteligência artificial em língua portuguesa e transformação das riquezas minerais em produtos de alto valor agregado dentro do próprio país. “Este país vai ter que ser dono dos minerais críticos e das terras raras. Este país vai ter que apostar numa inteligência artificial com linguagem portuguesa”, afirmou.
com informações do g1 e Revista Fórum