Dirigentes da CTB Bahia e de suas coordenações regionais atualizaram o processo de mobilização para dois grandes eventos dos trabalhadores no Brasil: a CONCLAT (Conferência da Classe Trabalhadora 2026) e a Marcha da Classe Trabalhadora, que acontecem no dia 15 de abril, em Brasília; e o 1º de Maio.
O encontro desta terça-feira (7/4) foi realizado de forma híbrida, presencialmente no Sindicato dos Comerciários e pela plataforma ZOOM. "É o momento de fazermos um grande esforço em participar da Marcha e do 1º de Maio, para mostrar nossa força. As Centrais conversam com o governo estadual e buscam outros apoios para levar uma grande delegação da Bahia, com dirigentes e trabalhadores da base. A luta é pelo fim da escala 6x1, contra a reforma administrativa, mais concursos públicos, e por melhorias para quem trabalha no campo", afirmou Rosa de Souza, presidenta da CTB Bahia.

Na atualização sobre a conjuntura política, o presidente nacional da CTB, Adilson Araújo afirmou que as tarefas atuais exigem maior compromisso e engajamento dos sindicalistas. "Nossa meta é mobilizar 1.000 dirigentes classistas para a Marcha da Classe Trabalhadora. Vamos entregar a Carta da Classe Trabalhadora ao presidente Lula em um grande ato político", afirmou, lembrando que o 1º de Maio será descentralizado, com atos específicos das categorias nos estados.
Sobre o momento político, o dirigente criticou as ameaças de Donald Trump contra os povos do mundo pela força militar. "Vemos a grande resistência do Irã, que enfrenta duas potências militares. Ainda preocupa o forte crescimento da extrema-direita, mas que tem contrapontos, como a China, que busca o desenvolvimento econômico multilateral, e a Rússia que levou ajuda à Cuba com 700 mil barris de petróleo", pontuou.

LUTA NO BRASIL
Outro desafio, segundo Adilson Araújo, tem a ver com as eleições. "As elites jogam sujo e tentam associar o governo Lula aos problemas do INSS e do Banco Master, fazendo comunicação pesada na grande mídia e nas redes sociais. Vamos atuar no plano da política e disputar os votos nas bases. O editorial da Folha [de sábado] criticou Flávio Bolsonaro, exigiu posição, mas colocou o ajuste fiscal como grande desafio do próximo presidente. Precisamos melhorar nossa comunicação para contrapor as narrativas e mentiras da extrema-direita", defendeu.
O dirigente ressaltou o ambiente contraditório. "O governo produziu avanços importantes: valorização do salário mínimo, igualdade salarial para mulheres e homens, isenção do IRPF até R$ 5 mil, redução da pobreza, retomada dos programas sociais e o Brasil soberano no mundo. É necessário conseguir capitalizar os bons resultados na economia. Na batalha eleitoral, vamos potencializar candidaturas do nosso campo, especialmente de sindicalistas e da esquerda", enfatizou.
INTERVENÇÕES
Os integrantes da mesa, Renato Ezequiel (presidente do Sindicato dos Comerciários), André Alves (PSB), Lúcia Maia (FLEMACON e FETRACOM-BASE) e Ailton Araújo (secretário geral da CTB Bahia), destacaram a unidade das categorias e das Centrais como fator decisivo para vencer os desafios levantados na reunião.
Atualizaram informações sobre a organização das categorias e setores para a ida à Brasília no dia 15 de abril os dirigentes:
Renato Jorge (coordenador geral da Assufba); Jerônimo Silva Jr (Sindicato dos Bancários); Edson Cruz (presidente da FETRACOM-BASE); Mariá Reis (APLB Chapada); Rosemeire Correia; Rodrigo Cardoso (Bancários de Ilhéus); Jhay Lopes (APLB), que falou ainda do Encontro Nacional de Mulheres da CTB; Marilene Betros (APLB), que falou da expectativa de mobilizar 50 sindicalistas para o Encontro Nacional da Mulher, dias 29 e 30 de maio, em São Paulo; Déborah Irineu (APLB), que propôs fazer algo criativo em Salvador no 15/4, reproduzir o curso do MTE de letramento feminista sobre mulher e negociação coletiva, e informou sobre o Planejamento da CTB: só 4 secretarias enviaram planos específicos e a atividade será em 26/5. Ailton Araújo informou que o 1º de Maio em Salvador será no Farol da Barra e Evilásio Pereira: pediu apoio para as eleições do Sindiprev, em maio.
