Live da CTB reforça importância da luta pela aprovação da PEC da Reparação
Geral 21/03/2026 Escrito por:
Para marcar o 21 de março, Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial, a CTB Nacional realizou uma Live sobre o tema. O evento contou com as intervenções de Adilson Araújo, presidente da Central; Dra. Cleia Costa (secretária-geral da OAB-BA); e o professor Richard Santos (professor da UFSB e doutor em Ciências Sociais pela UNB).
Na abertura, o secretário nacional de Promoção da Igualdade Racial da CTB, Jerônimo Silva Júnior, destacou a importância da data. "Foi instituída pela ONU, em 1966, em memória ao "Massacre de Sharpeville" (1960), na África do Sul, quando 69 pessoas foram mortas em um protesto pacífico contra o regime do Apartheid, marcando a luta mundial contra o racismo. Lutar contra o racismo ajuda a entender nossa história e a Live contribui para apontar caminhos para acabar esse mal. Nossa Central entende que devemos casar a luta de classes com a luta antirracista e a luta de gênero", explicou.

Adilson Araújo reforçou o compromisso da CTB com a luta antirracista, vinculada aos desafios atuais. "O racismo é reforçado por ações como a reforma trabalhista, que promoveu retrocessos no mundo trabalho e avançou as desigualdades. Essa crise atual do capitalismo produz a crise migratória, especialmente pessoas da África e da América Latina, que são reprimidas violentamente. É importante a nossa solidariedade aos povos atacados. Temos uma luta importante para vencer e evitar retrocessos: as eleições de outubro. Temos que reeleger o presidente Lula e renovar o Congresso Nacional. A candidatura de Olívia Santana para deputada federal deve ser prioridade", defendeu.

REFLEXÕES IMPORTANTES
Representando a secretária Ângela Guimarães, Richard Santos ressaltou que combater o racismo é contrariar as estatísticas que matam o povo negro. "Essa data é um marco político e fortalece a luta pela PEC da Reparação (nº 27/2024), que cria o Fundo Nacional de Reparação Econômica e de Promoção da Igualdade Racial, para financiar projetos de inclusão para a população negra brasileira. Ela se insere no movimento internacional de reparações políticas, econômicas e sociais ao povo descendente da África no mundo. Essa PEC é um marco civilizatório, em disputa que exige muita luta e posicionamento firme nosso e da sociedade", enfatizou.

Dra, Cléia Santos afirmou que a PEC 27/2024 é parte de um conjunto de ações que fortalecem os direitos humanos. "Está em sintonia com a Carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos, em vigor desde 1986 e que protege direitos individuais e coletivos. Ela abrange direitos civis, políticos, econômicos, sociais e culturais, além de deveres. Outro desafio é aplicar a Convenção 111 da OIT, que visa eliminar a discriminação no trabalho, estabelecendo igualdade de oportunidades e tratamento. Além do cumprimento do Estatuto da Igualdade Racial com suas ações afirmativas, fruto das lutas do movimento negro. E as eleições de outubro, quando precisamos colocar as pautas antirracistas em alta e eleger mais políticos negros", pontuou.

Saudaram a iniciativa e falaram na abertura, Marina Duarte, presidenta da UNEGRO e vice-presidenta do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade; Sirlente Assis, presidenta do Grupo Tortura Nunca Mais; e Jailton Pantera, dirigente da CTB e comunicador social.