Uma liminar suspendeu as eleições na ASSUFBA, marcadas para os dias 28 e 29 de janeiro. A liminar foi concedida por juiz de 1ª instância do TJ-BA, pedida pela Chapa 2. Segundo a Comissão Eleitoral, essa chapa havia sido impugnada por descumprimento do estatuto da entidade e do regimento eleitoral, e o sindicato não foi notificado oficialmente.
Líder da Chapa 1 (Unidade Pra Lutar) e dirigente da CTB Bahia, Renato Jorge afirma que suspender judicialmente as eleições é desrespeitar as decisões democráticas das assembleias da ASSUFBA. "Nós e a categoria estamos indignados, pois a outra chapa não cumpriu as regras para disputar o pleito. Consideramos um grave ataque à democracia sindical. A oposição foi derrotada nas assembleias e optou pelo campo judicial para interromper um processo eleitoral legítimo e transparente", critica.
A CTB Bahia está atenta e solidária. "Estamos em contato com os nossos sindicatos para que participem desse processo e prestem solidariedade à ASSUFBA e à Chapa 1. A gestão atual tem uma história de lutas em defesa da categoria, da universidade e da educação. Se a oposição cometeu falhas na inscrição da chapa, algo que foi debatido e definido democraticamente nas assembleias, não pode acionar a Justiça. Que as eleições sejam realizadas normalmente, em respeito à categoria", destaca Rosa de Souza, presidenta da Central.

CANDIDATOS INADIMPLENTES
Renato lembra que a chapa foi impugnada por inscrever membros inadimplentes. "Esse grupo tentou várias vezes burlar o estatuto e o regimento eleitoral para colocar candidatos com até quase três anos de desfiliado da entidade. É um pessoal que se ausenta das assembleias, não constrói a luta e só aparece nos períodos eleitorais", destaca.
Segundo o dirigente, essa sabotagem das eleições cria insegurança jurídica e paralisa a entidade, prejudicando a categoria. "Mostra a falta de capacidade para dirigir um sindicato importante e respeitado por conduzir lutas históricas vitoriosas dos servidores técnicos-administrativos das universidades federais. Sindicato forte se constrói com participação, respeito e luta (não com judicialização oportunista). Não temos medo das urnas e não aceitaremos golpe", enfatiza.