Promovida pelo “Grupo Tortura Nunca Mais”, a 6ª Marcha do Silêncio reuniu lideranças de partidos e entidades dos movimentos sociais, em um ato político-cultural na Praça da Piedade e caminhada até o Campo da Pólvora, em Salvador. Com o tema "1964 - Ainda Estamos Aqui!", o evento nesta terça (1º) reforçou a defesa da memória e da verdade contra os males causados pela Ditadura Militar, que vigorou no Brasil de 1964 a 1985.
No “Monumento aos Mortos e Desaparecidos Baianos”, no Campo da Pólvora, parentes, amigos e ex-companheiros dos 32 desaparecidos baianos durante o regime militar fizeram homenagens. "A Marcha do Silêncio reafirma o compromisso com a memória, a verdade e a justiça, para que não se repitam os absurdos e atrocidades da ditadura militar no Brasil. Esse ano, tem um simbolismo ainda maior, pois estamos vendo muitas ameaças à democracia por setores da extrema-direita", disse Sirlene Assis, presidenta do "Tortura Nunca Mais".
A CTB marcou presença com dirigentes de vários sindicatos: APLB, Assufba, Sindicato e Federação dos Bancários, Comerciários, SintraSuper, Sindibeb, SindSefaz, SINTRACOM-BA, FETRACOM-BA, FETIM-BA e FEC-BA. Participaram, também, políticos como a deputada estadual Olívia Santana (PCdoB) e os vereadores Hélio Ferreira (PCdoB) e Aladice Souza (PCdoB).
Todos que usaram o microfone destacaram a importância de mobilizar a sociedade contra as ameaças à democracia pela extrema-direita. O ato teve apoio da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), do governo estadual; centrais sindicais; Bahiagás; e dos partidos PCdoB, PSol, PSB e PT.
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