Em assembleia virtual do Sindsaúde-BA, realizada no dia 27, os servidores aprovaram a proposta de reajuste do governo estadual: aplicação de 4% na GID e no salário base, pagos em abril com retroativo a março, e mais 2,5% a partir de junho. Esses mesmos índices serão aplicados em 2026. Segundo o DIEESE, representa um ganho real acima da inflação, mas não repara todas as perdas salariais dos últimos 10 anos.
De acordo com o sindicato, esse reajuste contempla apenas os servidores públicos do Grupo Ocupacional Saúde. O Grupo Ocupacional Técnico-Administrativo (carreira não exclusiva da saúde) teve o compromisso do governo de negociar em abril. “Nunca teve uma proposta desmembrada dos técnicos administrativos. Apostamos no diálogo e esperamos receber o mesmo percentual e continuar com a mesa de diálogo para pontuar outras perdas enormes dos servidores públicos da saúde”, disse o diretor Dijalma Rossi, servidor do administrativo, mostrando perplexidade com a separação de reajuste.
Na assembleia, os servidores questionaram o descumprimento da data base, estabelecida para janeiro e a falta de avanço da “mesa de diálogo”, que poderia trazer resultados nas negociações com ganho real, com a revisão do PCCV, promoções e progressões. “É muito importante o reconhecimento da data-base dos nossos servidores, mas também, que as nossas pautas possam avançar. Queremos ser melhor valorizados e garantir uma aposentadoria digna. Não queremos aplausos, só nossos direitos reconhecidos e merecidos”, pontuou a diretora Maria Leonor.
com informações do Sindsaúde-BA