As centrais sindicais agitaram o País, nesta terça-feira (18), com atos em várias cidades para protestar contra o Banco Central e sua política de juros altos. As manifestações ocorrem no primeiro dia de reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC sobre a taxa básica de juros da economia nacional, a Selic. Em Salvador, o protesto aconteceu na Praça da Piedade.
Com a palavra de ordem "Banco Central sabota a economia do Brasil. Chega de juros altos", a CTB esteve com a CUT, Força Sindical, UGT, Nova Central, CSB e as entidades: Sindicato e Federação dos Bancários; Assufba; SintraSuper, Apub; Comerciários; APLB; Sinposba; Fetracom e Sintracom; Sindsaúde Bahia; Sindibeb; Químicos; Sintracap; Sindprev; Sindvigilantes; Sindicato dos Nutricionistas; além de entidades estudantis como UEES e DCE da Ufuba.
"Juros altos só interessam aos banqueiros, especuladores e ao mercado financeiro. O Banco Central não pode continuar sabotando a economia do Brasil, que está reagindo com as políticas do governo Lula. O PIB cresceu 3,4% em 2024, foram gerados mais de 3 milhões de empregos em dois anos e a massa salarial cresceu. Não podemos aceitar que o BC siga na contramão do desenvolvimento do País, que precisa do povo com renda para consumir e fazer girar a economia. Por isso, as centrais mobilizam suas bases", afirmou Rosa de Souza, presidenta da CTB Bahia.
Falaram ainda pelos sindicatos classistas: Renato Jorge (Assufba); Reginaldo Alves (APLB e vice-presidente da CTB Bahia); Roberto Santana (Sindibeb); Agnaldo Matos (Sindicato dos Bancários); Andrea Sabino (Federação dos Bancários); Edvã Galvão (SintraSuper); Renato Ezequiel (Sindicato dos Comerciários); e Antônio Bonfim (Assufba).
Todos destacaram a importância de pressionar o Banco Central para reduzir a taxa Selic, que hoje está em 13,25%. Os sindicalistas lembraram que os juros prejudicam a economia, encarecendo o crédito para as empresas, limitando o consumo das famílias e represando o crescimento econômico.