Neto e sindicalistas da CTB debatem 1º de Maio na universidade
Geral 30/04/2026 Escrito por:
Além das ações de rua e atividades culturais programadas, o 1º de Maio desse ano despertou o interesse da academia. Foi assim no 1⁰ Encontro de Economia do Trabalho e Desenvolvimento, realizado nesta quinta-feira (30), pela Faculdade de Economia da UFBA, em Salvador.
Foram convidados o vice-presidente da CTB Bahia, Hermelino Neto; o presidente do Sindicato dos Bancários, Elder Perez; e o dirigente do SintraSuper e da FEC Bahia, Antônio Suzart. Os dirigentes debateram vários temas envolvendo a data maior da classe trabalhadora.
Neto destacou que a luta não é desconectada do momento político, denunciando a derrota da democracia no Senado, com a rejeição da indicação de Jorge Messias para o STF. "Nossos desafios seguem pela valorização dos trabalhadores e melhores condições de trabalho. Por isso, é importante a redução da jornada de trabalho e melhores salários", afirmou.

O dirigente ressaltou a atenção com a saúde, citando os setores de transporte e da construção civil como os mais atingidos com acidentes de trabalho. "Os sindicatos e o Ministério Público do Trabalho têm desenvolvido campanhas de prevenção e contra o trabalho análogo à escravidão na Bahia, como na BYD, construção civil e outros seguimentos.
COMÉRCIO E BANCOS
Antônio Suzart fez um panorama sobre os trabalhadores comerciários, especialmente de supermercado. "Durante o ano, atuamos para melhorar o ambiente de trabalho e os salários. Mesmo com a situação financeira difícil dos sindicatos após a reforma trabalhista de Temer e Bolsonaro. Nossa luta atual é para a implantação da escala de trabalho 5×2, visando mais qualidade da vida para os trabalhadores. Mesmo com a redução da jornada, o comércio continuará funcionando aos domingos e finais de semana, sem prejuízos para a população e sem redução dos postos de trabalho nem dos salários", pontuou.

O bancário Elder Perez explicou a organização da luta da categoria, de maneira nacional. "Como são empresas nacionais, negociamos de forma articulada com vários sindicatos do Brasil, sob a coordenação do Comando Nacional dos Bancários. Atuamos no curso dos acontecimentos políticos. Com governos democráticos e populares, como o de Lula, conseguimos mais ganhos econômicos, enquanto que em governos de direita, tivemos perdas salariais e de direitos. Por isso, é importante seguir nesse projeto e mudar a configuração do Congresso Nacional, hoje muito conservador e que vota contra os trabalhadores, que precisam reforçar a pressão para o fim da escala 6x1", enfatizou.
