Jornada de 12h na Argentina de Javier Milei é suspensa pela Justiça

Jornada de 12h na Argentina de Javier Milei é suspensa pela Justiça
Milei com Flávio Bolsonaro, que pensa em nova reforma trabalhista no Brasil. Foto: Poder360

Geral 30/03/2026 Escrito por:

Assim como os governos Temer e Bolsonaro, o presidente de extrema-direita da Argentina, Javier Milei, tenta implantar uma reforma trabalhista e acabar com vários direitos da classe trabalhadora do país vizinho. Ele conseguiu aprovar vários absurdos no Congresso argentino.

Mas, a Justiça da Argentina suspendeu trechos da reforma de Milei que previam mudanças nas regras de trabalho e atinge 82 artigos da lei. Segundo a agência de notícias France Presse (AFP), entre os principais pontos suspensos estão:

>> ampliação da jornada de trabalho para até 12 horas diárias, com possibilidade de compensação conforme a demanda, sem pagamento de horas extras;

>> redução do valor das indenizações por demissão;

>> possibilidade de parcelamento das indenizações;

>> restrições ao direito de greve;

>> regras que dificultavam o reconhecimento de vínculo empregatício.

Desde que a reforma foi aprovada pelo Senado argentino em fevereiro, centrais e sindicatos passaram a questionar a legalidade de vários pontos e recorreram à Justiça.

Segundo os jornais La Nación e Clarín, o juiz do trabalho Raúl Horacio Ojeda suspendeu os 82 artigos a um pedido da Confederação Geral do Trabalho (CGT). A decisão é provisória e vale até o julgamento definitivo do caso.

ELEIÇÕES NO BRASIL

Essa vitória, mesmo que parcial, é importante para fazer o contraponto ao candidato da extrema no Brasil: Flávio Bolsonaro. Além de declarar apoio aos desmandos de Javier Milei, recentemente ele falou que, se for eleito, fará nova reforma trabalhista no País. E repetiu a frase do pai ex-presidente: "O trabalhador no Brasil terá que escolher entre não ter direitos e ter emprego, ou ter direitos e não ter emprego. 

O momento é para o movimento sindical mobilizar e informar suas categorias o que estará em jogo nas eleições de outubro. Manter o projeto de reconstrução do Brasil com Lula, que tirou o Brasil, novamente, do mapa da fome; garantiu valorização do salário mínimo; gerou mais de 4 milhões de empregos em 3 anos; reduziu do desemprego a 5,8%; e retomou vários programas sociais. Ou retornar ao triste passado do governo anterior.

com informações do UOL