Brasil bate recorde de denúncias de trabalho análogo à escravidão
Geral 13/01/2026 Escrito por:
Dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) mostram que o Brasil registrou, em 2025, o maior número de denúncias de trabalho escravo e de situações equivalentes à escravidão desde o início da série histórica. Foram contabilizadas 4.515 denúncias, representando crescimento de 14% em relação a 2024.
São diversas formas de exploração, incluindo trabalho escravo infantil e casos envolvendo adultos submetidos a jornadas exaustivas, condições degradantes, servidão por dívida e restrição de liberdade, todas características que configuram crime sob a legislação brasileira. Segundo o Código Penal, trabalho análogo ao de escravo é configurado quando o trabalhador está submetido, junto ou isoladamente a situações de cerceamento de liberdade, condição degradante, jornada exaustiva, servidão por dívida.
Os dados mostram uma tendência de alta contínua nos últimos anos, com o total de denúncias mais que dobrando em pouco mais de uma década. Levantamentos anteriores indicam que milhares de trabalhadores já foram resgatados em operações de fiscalização, principalmente nos setores da construção civil e agronegócio. Veja as denúncias nos últimos cinco anos:
2021 - 1.918
2022 - 2.084
2023 - 3.430
2024 - 3.959
2025 – 4.515
NÚMERO DE RESGATADOS AUMENTOU
O último dado do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em 2025, mostra que 2.186 trabalhadores e trabalhadoras foram resgatados no Brasil no ano anterior (2024). Os números de 2025 ainda não foram divulgados. Desde 1995, mais de 65.000 pessoas foram resgatadas de condições análogas à escravidão no Brasil.
DENUNCIAR
É importante denunciar. Tem o Disque 100 e as vítimas podem realizar denúncias pelo WhatsApp e Telegram. Pessoas surdas ou com deficiência auditiva podem entrar em contato por videochamada em Língua Brasileira de Sinais (Libras). As denúncias são encaminhadas aos órgãos de proteção e de apuração, como conselhos estaduais, Centros de Referência Especializados de Assistência Social, delegacias, Ministério Público, entre outros.
com informações do MDHC