Protesto marcará os sete anos das mortes de Colombiano e Catarina

Geral - CTB Geral - Postada 21 de Junho de 2017

No próximo dia 29 de junho, completam-se sete anos do assassinato do casal Paulo Colombiano e Catarina Galindo, ocorrido em Salvador. Nesse tempo, familiares e amigos das vítimas ainda aguardam o julgamento dos acusados e, além da dor das perdas e da angústia pela longa espera por justiça, ainda convivem com o receio de que os réus fujam para escapar da punição.

Para evitar que isso aconteça, a CTB Bahia, a família e os amigos do casal vão realizar um grande protesto no dia 29, às 9h, em frente ao Tribunal de Justiça, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador. O objetivo é chamar a atenção da sociedade para a morosidade do Judiciário baiano em concluir o caso.

Os empresários e irmãos Claudomiro e Cássio Ferreira Santana foram apontados pelas investigações como mandantes dos assassinatos, que teriam sido cometidos por três funcionários: Adaílton de Jesus, Edilson Araújo e Wagner de Souza. Os irmãos são sócios da MasterMed, empresa do ramo de planos de saúde, que possuía um contrato com o Sindicato dos Rodoviários, onde Colombiano era tesoureiro.

A análise dos contratos do sindicato feita por Colombiano o levou a concluir que a MasterMed havia aplicado uma fraude milionária na entidade de trabalhadores e essa teria sido a motivação do crime, ainda segundo as investigações. Enquanto voltavam para casa de carro depois de mais um dia de trabalho, Colombiano e Catarina foram vítimas de tiros disparados por motoqueiros.

Em 2014 a Justiça já havia pronunciado, em primeira instância, que os acusados iriam a júri popular, mas três anos depois a sessão de julgamento ainda não foi marcada. A decisão também excluiu Cássio do júri popular, sob alegação de insuficiência de provas, mas a família contestou a decisão e recorreu.

No momento atual o processo se encontra nas mãos da juíza revisora Rita de Cassia Magalhães, após a conclusão dos trabalhos do relator Pedro Guerra neste mês de Junho. Somente depois do exame pela juíza, sem prazo previsto de duração, é que teremos a convocação de uma turma do Tribunal de Justiça, que vai se pronunciar se os acusados irão ou não a júri popular. Após essa fase, caberão ainda novos recursos, o que indica uma longa batalha pela frente.

Nesse ritmo de chicanas jurídicas e de lentidão do judiciário, os assassinos vão ganhando tempo sem pagar pelos crimes, enquanto a família amarga o sentimento de impunidade.


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